domingo, 10 de novembro de 2013

C'est fini

"- Ah, mas vocês voltam!"


Não é a questão do poder VOLTAR. A questão é do FIM!

A questão é que não se admite fim em relacionamento onde há respeito, carinho, amor e cumplicidade mútuos! A questão é que quando está tudo bem não se faz planos para um possível rompimento! A questão é que dói mais terminar uma coisa que não deveria ter motivo pra acabar!

Mas tem!

Quem vai mandar sms pra mim agora? Quem vai voltar do carnaval doente para que eu cuide? Quem vai ligar bêbado pra mim ou pra me acordar porque teve um sonho comigo? Quem vai chegar de uma festa e antes de dormir me ligar pra me contar como foi? Quem vai me cobrar ciúmes? Quem vai me obrigar a assistir séries infindáveis? Quem vai se ofender por eu dizer que não nascemos grudados? Quem vai fazer uma questão insuportável que eu esteja ao seu lado todo momento? Quem vai me fazer passar a noite inteira acordada me cobrindo de todo amor que é possível? Quem vai conseguir ser mais carinhoso? Quem vai viajar 4 horas pra que eu não durma só? Quem vai fazer programa de pai de filho alheio? Quem vai reclamar das minhas postagens nas redes sociais? Quem vai respeitar todas as minhas decisões? Quem vai me fazer companhia nos botecos que mais gosto? Quem vai confiar em mim sem que aparente que está desconfiando?

A gente se pergunta por esse QUEM antes de acabar. E quando acaba, a coisa muda de figura e ganha uma dimensão que até Hawking desconhece!

Ninguém entende como é meu sofrimento. Não é aparente, não é comovente e muito menos estridente. Ele apenas é! É alguma coisa entre a racionalidade e a introspecção extrema! Não é por falta de amor que eu não choro litros, que eu não faço cenas épicas e nem me afogo em bebida. É por falta de tato mesmo!

É por falta de tato que não consigo ter paciência com coisas que outra pessoa mais normal teria. É por falta disso que não vão me ver triste pelo fim de um relacionamento, seja ele qual for.

É por excesso de fantasias que me exponho tanto! E por excessos de excessos exponho tanto os outros! É por isso que exponho com um TALVEZ enorme que essa será a última vez! O último post que cita você!

Não preciso e nem vou provar nada que minhas atitudes já não tenham se incumbido. Mas eu tinha que escrever alguma coisa. Meu vício impera quando meus sentimentos não afloram. Meus dedos põem ponto final naquilo que minha língua falha deixa a interrogação.

Como sempre, meus pensamentos se desencontram e acabo escrevendo só alguns lapsos do que eu queria mesmo deixar claro.

Mas...

Só sei que no final, a questão virou problema. Um problema enorme da inadmissibilidade de ter ocorrido um fim onde era certo que ainda iria durar por muito e muito tempo. Por si só, isso já dói em demasia!

E como dói!


segunda-feira, 4 de março de 2013

Para amar uma ruiva!

Me enviaram este texto agora de manhã!!! Só pra me convencer a não mudar a cor do meu cabelo!!! Quase convencida.... QUASE! rsrsrsrsrsrrs


Autor desconhecido e que merece MUITO meu respeito! ^^
Para amar uma ruiva é preciso haver coração de sobejo.
Não que as ruivas não se amem facilmente. Na verdade, é comum que sejam amadas por muitos. Basta às vezes um só olhar para que isso aconteça.
É que, uma vez acesa a chama, nunca será pequena; será sempre fogo denso, impiedoso, inquisidor.
Portanto, para amar uma ruiva é preciso saber queimar. É preciso brincar sem medo com fogo. E é preciso também respeitá-lo – o fogo que nasce no crânio da ruiva feito cabelo, que lhe afogueia as faces. Um fogo que, quando afrontado, em lugar de aquecer, incinera.
Judas tinha cabelos vermelhos, diz-se; como Esaú também os tinha, e antes dele, Caim. Waterhouse pintou Lamia, lenda de sedução, com cabelos vermelhos; as madeixas com que a Vênus de Boticcelli cobre languidamente o sexo não são de outra cor que não a do fogo. Cor que é certamente um sinal de perigo. Sinal claro de divindade.
Para amar uma ruiva é preciso fitá-la intensamente nos olhos – sejam azuis do mar, verdes dos fiordes ou, mais raramente, castanhos como a terra que os consumirá – e provar-lhe a ausência do medo. Conquistá-la no olhar primeiramente, e só depois no toque – pois tu certamente quererás tocar a pele muito, muito clara, de uma claridade quase ofuscante, mesmo sob o sol maldoso dos trópicos. Quererás isso como teus pulmões querem o ar. Eu sei porque já quis.
Mas, antes disso, terás de provocar seu sorriso, e embora sorrisos sejam fáceis na boca-morango da ruiva, não penses que serão todos teus. Alguns serão da tua tolice, da tua presunção, e estes ela te dará sem cerimônia, sem promessa, sem futuro. Serão paina ao vento, macios e inúteis. O sorriso que queres tomar da ruiva é o do fascínio. Pois ela, que fascina, não quer outra coisa que não ser fascinada. Ela é chama, e para incendiar deve ser alimentada com palavras hábeis, coração honesto, virilidade sem disfarces. É preciso atrevimento, mas nunca certeza; ela é amada por muitos, e pode escolher a quem amar.
Então, quando obtiveres esse sorriso, estarás pronto para amar uma ruiva.
Para isso, começa sempre no beijo, mas que ele não seja sempre nos lábios-cereja, porque o óbvio a mortifica e ela deseja a surpresa, o ato que lhe faça justiça. Que teu beijo, pois, seja às vezes na superfície interna do pulso, onde veias de sangue azul chamam o olhar e provam que a pele é sensível; às vezes, no canto esquecido abaixo da orelha, que não é nem pescoço nem face, nem amor nem desejo – é algo entre mundos, e estar entre mundos é da natureza da mulher de cabelos carmesim, cobre ou dourado-fogo. Fica, pois, entre os mundos dela, como entre os lábios, entre os braços, entre os seios e afinal entre as coxas. Sem pressa, porém; pois para amar uma ruiva é preciso queimar como boa madeira no inverno: por toda uma noite, aquecendo a casa, crepitando baixo, estremecendo sempre até as cinzas.
Para amar uma ruiva é necessário amar-lhe cada sarda, da testa ao ventre, saboreando-as como raspas de canela que temperam a pele-leite.
É preciso consumir-se nos cabelos-labareda.
É preciso afogar-se no sexo, rubro jardim sem espinhos, e santificar seu aspecto perpetuamente virginal, a despeito do pecado, que ela te ensinará a adorar, se já não souberes.
Para amar uma ruiva – e disso sei por já ter amado muitas – é preciso arder com graça.
É preciso amar um pouco o próprio inferno.
Por isso, ruiva, se é que deves mesmo me ferir, sê breve: tenho pressa do paraíso.