Não sou acumuladora, não guardo papel velho (somente minhas cartas) nem datas comemorativas, tenho poucas roupas, poucos calçados, poucos perfumes e pouquíssimos adereços. Leio um livro e quero passá-lo adiante, minhas músicas prediletas estão no meu celular, tenho pouquíssimas fotos de infância (e as que tenho, acredite, estou de cara feia)… Acredito em ciclos de vida, encerra-se um para dar início a outro, gosto da continuidade, do fluir, do passar. Esperar que as pessoas tomem decisões não é do meu feitio e acredito que, pelo menos isso, não mudará.
Até aí tudo bem, o problema é que convivo com acumuladores, que não entendem meu desapego. E por que convivo com eles? Porque tenho um outro velho hábito: a fácil adaptação. Posso ser intransigente, mas na mesma proporção vem o comodismo. Se está bom pra mim, se faço bom juízo de situações ou circunstâncias, ÓTIMO. Caso contrário, é hora de arrumar as malas com minhas poucas bugigangas e catar asfalto!
De preferência de camisa de botão, jeans desbotado, all star, rabo de cavalo e minhas filhas me acompanhando (a branca e a preta - quem me conhece sabe do que falo)!
Au revoir!
Nenhum comentário:
Postar um comentário